Em campo, naquele 14 janeiro de 2000, Vasco e Corinthians decidiram o Mundial de Clubes da Fifa. O jogo foi nervoso e somente um detalhe poderia definir o vencedor. Até que, aos 15 minutos do segundo tempo, Juninho recebeu a bola livre dentro da área. Mas, ao invés do chute, ele preferiu tocá-la para Edmundo, que perdeu a disputa e o gol. Resultado: o Timão acabou campeão, nos pênaltis. Mais de 12 anos depois, o Reizinho ainda não se perdoou e agora espera sua redenção na Libertadores.
Com 37 anos e prestes a pendurar as chuteiras, Juninho conquistou diversos títulos ao longo da carreira, mas não esconde a decepção por não ter conseguido ser campeão mundial. Por isso, toda vez que enfrenta o Corinthians, lembra daquela decisão no Maracanã lotado. O Vasco contava com uma constelação de craques e encarava o único time no País à sua altura - o Corinthians vinha da conquista do bi brasileiro.

“Foi uma geração marcante, que ganhou tudo e não merecia perder aquele Mundial. Não tenho boas recordações, mas a vida é assim. Acontecem coisas que a gente não espera. Hoje não me incomodo em falar, mas se tivesse nova chance, teria chutado aquela bola no gol”, desabafou Juninho, arrependido, mais de uma década depois.

O trauma foi tão grande que o camisa 8 revelou que até hoje não quis assistir à reprise da decisão e o lance por ele desperdiçado.

“Aquele momento não saiu da minha cabeça. Na hora, pensei rapidamente e achei que cruzar era a melhor opção. Depois vi que poderia ter chutado cruzado, mas aí já era tarde. Contra o River Plate marquei um gol que nunca imaginei acertar”, lembrou, em referência ao gol ‘Monumental’ na semifinal da Libertadores de 1998.

Pronto para reencontrar o Corinthians em mais um jogo decisivo, Juninho está concentrado e sabe o que precisa fazer para se redimir: gols. Ele não esconde que isso o fará bem.

“Não acho que um gol agora vai apagar aquela derrota, mas dará uma amenizada. Se fizer um gol e a gente conseguir a classificação todos vão ficar felizes. Eu e os torcedores”, admitiu.